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Antes do edifício
Antes da construção, o terreno abrigava uma fábrica de balas conhecida como Princesinha.
Anos depois, aquele endereço passaria a receber um dos edifícios mais reconhecíveis da paisagem de Uberlândia.

O Edifício
Quatro décadas de arquitetura, memória e vida profissional no centro da cidade.
Líbano, Colômbia e Estados Unidos se encontram no centro de Uberlândia. Há mais de quatro décadas, o Edifício Chams faz parte da paisagem, da história e da vida profissional da cidade.
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Antes da construção, o terreno abrigava uma fábrica de balas conhecida como Princesinha.
Anos depois, aquele endereço passaria a receber um dos edifícios mais reconhecíveis da paisagem de Uberlândia.
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A ideia do empreendimento nasceu com dois libaneses radicados no Brasil: Amin Russen Abou Said e Nauf Mouhamed El Shariti, que se associaram às Lojas Americanas para viabilizar o negócio.
A escolha de Uberlândia acompanhou o crescimento da cidade e sua posição estratégica no caminho entre Brasília, Belo Horizonte e São Paulo.
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Chams vem do árabe shams (شمس), que significa sol.
O nome traduz bem a construção: uma torre cilíndrica envidraçada, girando em torno de si mesma, com vista para todos os lados da cidade.

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O projeto é assinado pelo arquiteto colombiano César Barney, cuja trajetória profissional passou pela construção de Brasília.
A referência modernista aparece na geometria da torre, na repetição das janelas curvas e na relação do edifício com a rua.
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As obras começaram em 1977 com um projeto residencial de luxo: um único apartamento por andar, com vista de 360 graus sobre Uberlândia.
Já em 1978, diante da baixa procura por esse formato, o projeto foi convertido para uso comercial e os pavimentos passaram a ser subdivididos em salas.
A configuração atual reúne cerca de 12 salas por andar, quinze pavimentos de escritórios e uma cobertura ocupada por rádio.
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A base comercial, ocupada pelas Lojas Americanas, trouxe a primeira escada rolante de Uberlândia, uma novidade de inspiração norte-americana que virou passeio de fim de semana para muita gente.
Ir ao Chams para subir e descer na escada rolante entrou na memória afetiva de uma geração inteira de uberlandenses.
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A torre cilíndrica, a repetição geométrica das janelas e a fachada curva formam a identidade arquitetônica do edifício.
Segundo o relato histórico do condomínio, os vidros foram produzidos especialmente pela Santa Marina, com tratamento específico para chegar à tonalidade dourada característica.
Inaugurada em 1981, a torre definiu a silhueta daquele trecho da cidade e continua sendo um ponto de referência no centro.

Dois marcos
1978
Inauguração da base comercial.
1981
Inauguração da torre.
O projeto que mudou
Projeto original
Residencial de luxo: um único apartamento por andar, com vista de 360 graus sobre a cidade.
Projeto executado
Cerca de 12 salas comerciais por andar, em quinze pavimentos de escritórios.
Linha do tempo
Antes da construção
O terreno abrigava uma fábrica de balas conhecida na cidade.
1977
O edifício começa a ser erguido como residencial de luxo, com um apartamento por andar.
1978
Com a baixa procura pelos apartamentos, os pavimentos passam a ser divididos em salas.
1981
A torre é concluída e passa a integrar a paisagem urbana de Uberlândia.
Anos 1980
A base comercial, das Lojas Americanas, traz a primeira escada rolante da cidade.
Hoje
Quinze pavimentos de escritórios, empresas e serviços em atividade diária.
Pessoas desta história
Nomes citados pelos registros e relatos do condomínio. Esta seção será ampliada conforme novas informações forem confirmadas.
Amin Russen Abou Said
Libanês radicado no Brasil, é um dos idealizadores do edifício. Ao lado do conterrâneo Nauf, associou-se às Lojas Americanas para viabilizar a construção no centro de Uberlândia.
Nauf Mouhamed El Shariti
Também libanês, dividiu com Amin a idealização do empreendimento. Da origem árabe da dupla vem o nome Chams, do árabe shams: sol.
César Barney
Arquiteto colombiano responsável pelo projeto. Sua trajetória passou pela construção de Brasília, e é dessa escola modernista que vem a torre cilíndrica envidraçada.
Maria Eliza Alves Guerra
Pesquisadora da arquitetura da cidade, ajuda a situar o Chams no contexto do crescimento urbano de Uberlândia e das influências estrangeiras que chegaram ao centro.
Igor Andrade
Estudioso da memória urbana uberlandense, contribui com o registro histórico do edifício e do impacto que ele causou na cidade.
José Onofre
Nome citado pelos registros e relatos do condomínio. A biografia completa ainda será confirmada com a administração.
Sebastião Rodrigues
Nome citado pelos registros e relatos do condomínio. A biografia completa ainda será confirmada com a administração.